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A
seguir passarei a descrever alguns dos diferentes estilo de dança africanas:
TIPOS DE DANÇAS E BREVE CARACTERIZAÇÃO DANÇO CONGO - É uma
dança teatralizada (ou uma pantomina dançada) que tem lugar na gravana, ao ar
livre, por altura das festas religiosas e populares. Cada grupo de Danço
Congo é constituído por uma secção musical (três ou quatro tambores,
flautas e canzás) e um número variável de figurantes, todos eles
hábeis dançarinos: o capitão congo, o lôgôzu, o anju môlê
(anjo que morreu), o anju cantá (anjo cantador), o opé pó
(figura que executa diversas acrobacias sobre duas andas), Mulogi o
feiticeiro, o zuguzugu
(ajudante de feiticeiro), três ou quatro bobos, o djabu (diabo) e
dez a dezoito soldados dançarinos. Esta
dança frenética, colorida, espectacular, com uma vigorosa - quase violenta -
coreografia, conta ao longo de três horas a seguinte história: um rico faleceu
e deixou como herança aos seus quatro filhos (os bobos) uma extensa roça.
Incapazes de cuidar da propriedade, estes pedem a colaboração do
"capitão congo", que aceita e escolhe os seus auxiliares (o lôgôzu
passa a ser o guarda da roça). Um dia há festa e os bailarinos dançam
orientados pelo capitão. O feiticeiro e o ajudante aproximam-se para observar.
O capitão vê-os e ordena ao anju cantá que cante, convidando-os a
participar na festa, mas eles não se aproximam. O capitão decide então
cercá-los, para os capturar e obrigar a tomar parte na dança. Mais tarde, o
feiticeiro e o ajudante conseguem fugir. Aparece entretanto o opé pó, dançando
sobre enormes andas, e os figurantes dispõem-se à sua volta e recomeçam a
bailar. Passado algum tempo entra o demónio. O feiticeiro regressa e, com a
ajuda do djabu, mata o anju molê (filho de um dos bobos). A
tristeza apodera-se de todos. O capitão pede contas ao lôgôzu por ter
deixado escapar o feiticeiro, mas ele responde-lhe que a sua função era
guardar a roça por fora e não por dentro. Indiferentes ao falecimento do anju molê,
os bobos cantam em coro dizendo que não há motivo para a festa terminar. E ela
prossegue. O
Danço Congo foi proibido na época colonial porque as autoridades
alegavam que o seu ritmo frenético extenuava os dançarinos, diminuindo o seu
rendimento no trabalho. ÚSSUA - Dança de
salão, de grande elegância e finura (uma espécie de mazurka africana), em que
os pares são conduzidos por um mestre de cerimónias, ao ritmo lento do tambor,
do
pito doxi (flauta) e da corneta. Todos os dançarinos envergam trajes
tradicionais: as mulheres saia e quimono, xaile ou pano de manta; os homens
trazem chapéus de palhinha e usam no braço uma toalha bordada (que serve para
limpar o suor do rosto). Parecido
com a puita mas encomendado com outros objectivos, o d'jambi é
um ritual com poderes curativos, semelhante à macumba brasileira. Os
curandeiros, ao dançarem, entram em transe, submetendo então o doente a
práticas rituais onde são invocadas figuras sobrenaturais e estabelecidos
contactos com espíritos de indivíduos falecidos. São também frequentes
fenómenos de insensibilidade ao cansaço e à dor (dançar uma noite inteira,
caminhar sobre brasas, ferir o próprio corpo, etc). As autoridades coloniais e
religiosas tentaram sempre proibir os d'jambis, devido às suas obvias
conotações com a feitiçaria e os rituais animistas do continente africano. SOCOPÉ - Os grupos de
socopé são sociedades musicais com estandarte e fardamento próprio,
organizadas segundo uma rigorosa estrutura hierárquica, que vai do Presidente
aos sócios (os "membros" e as "membras"). As músicas têm
um ritmo bastante lento, quase em tom de lamento, e os textos servem na maior
parte das vezes para expor os principais problemas da comunidade ou para fazer
crítica social ou de costumes. CABETULA – Estilo
de dança executado na região de Luanda em ocasiões festivas mas propriamente
no período carnavalesco, por essa razão por vezes é conhecida como a dança
do Grupo Carnavalesco União mundo da Ilha
STLEVA E TLUNDU - O stleva
e o tlundu são as únicas representações teatrais musicadas que não
acontecem durante a gravana. O
tlundu (ou entrudo) é uma farsa musicada (são utilizadas duas ou três
violas e canzás), exibida durante os três dias anteriores ao Domingo de
Quaresma. Os participantes (três a dez) cobrem o rosto com máscaras. São
sempre homens, embora por vezes adoptem trajes e modos femininos. Os tlundistas
fazem crítica de costumes, através de letras bastante mordazes; preferem por
isso deslocar-se a regiões distantes, longe dos olhos e dos ouvidos das suas vítimas,
receando o feitiço dos habitantes das localidades onde vivem. O
stleva (ou trevas) é um grupo que actua somente na noite da Quarta-feira
de cinzas. Os participantes são todos homens e durante a representação não
usam máscaras nem indumentária especial. Há duas ou três vozes solo, tendo
os restantes elementos a tarefa de fazer coro. Os instrumentos musicais são
principalmente canzás e chocalhos. As letras constam de críticas azedas
e mordazes a indivíduos, grupos sociais e instituições. SUNGURA –
Dança
usual entre os povos da região Sul, de Angola (região do Huambo e Bié), também
executada em cerimónias e rituais tradicionais, normalmente dançado em grupo. DANÇAS DE SALÃO – As
danças de salão, mais conhecida por Kizomba,
é uma dança executada preferencialmente em festas e cerimoniais, alias, Kizomba
que significa festa, Começou por ser executado nos Centros Recreativos e
Culturais dos subúrbios luandenses e praticado nos primórdios por dançarinos
profissionais no tempo colonial (tendo se generalizado nos dias de hoje),
provavelmente entre as décadas de 60 e 70,
fortemente influenciada pelos ritmos latino americanos como a Rumba e a
salsa. OUTRAS DANÇAS – Poderia
enunciar ainda mais danças mas por
não dispor de mais informações a cerca das mesma, apenas vou referir algumas
como é o caso da Dança do
Tchinganje, Dança Tchokué que
evidenciam rituais de alguns povos africano em geral e angolano em particular. |